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    April 18

    I Run Away

    You took your love away
    Too fast
    Left no chance to say
    Look Back
    Now I know the truth
    It makes it easier
    Maybe when time goes by
    I'll understand

    (Chorus)
    Lets pretend that I moved on
    Then I'll tell myself that life goes on without you
    Open my eyes, look deep inside
    I run away, I run away, I run away

    You threw it all away
    So blind
    Pushed me far from you
    In your life
    And now I know the tears wont lead to lonliness
    Baby when time goes by
    I'll understand

    Lets pretend that I moved on
    Then I'll tell myself that life goes on without you
    Open my eyes, look deep inside
    I run away, I run away, I run away

    I run away
    I run away
    I run away

    Lets pretend that I moved on
    Then I'll tell myself that life goes on without you
    Open my eyes, look deep inside
    I run away, I run away

    I run away

    Lets pretend that I moved on
    Then I'll tell myself that life goes on without you
    Open my eyes, look deep inside
    I run away, I run away
    January 05

    Samba do Grande Amor - Chico Buarque

    Composição: Indisponível

    Tinha cá prá mim que agora sim
    Eu vivia enfim o grande amor, mentira
    Me atirei assim de trampolim
    Fui até o fim, um amador, ôôôô
    Passava um verão a água e pão
    Dava o meu quinhão pro grande amor, mentira
    Eu botava a mão no fogo então
    Com meu coração de fiador, ôôôô
    Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu pei------to
    Exijo respeito, não sou mais um sonhador
    Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor
    E dou risada do grande amor, mentira
    Fui muito fiel, comprei anel
    Botei no papel o grande amor, mentira
    Reservei hotel, sarapatel e lua de mel em Salvador, ôôôô
    Fui rezar na Sé prá São José
    Que eu levava fé no grande amor, mentira
    Fiz promessa até prá Oxumaré
    Que subir a pé o redentor, ôôô

    November 17

    Cálice

    Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil

    (refrão)
    Pai, afasta de mim esse cálice
    Pai, afasta de mim esse cálice
    Pai, afasta de mim esse cálice
    De vinho tinto de sangue

    Como beber dessa bebida amarga
    Tragar a dor, engolir a labuta
    Mesmo calada a boca, resta o peito
    Silêncio na cidade não se escuta
    De que me vale ser filho da santa
    Melhor seria ser filho da outra
    Outra realidade menos morta
    Tanta mentira, tanta força bruta

    (refrão)

    Como é difícil acordar calado
    Se na calada da noite eu me dano
    Quero lançar um grito desumano
    Que é uma maneira de ser escutado
    Esse silêncio todo me atordoa
    Atordoado eu permaneço atento
    Na arquibancada pra a qualquer momento
    Ver emergir o monstro da lagoa

    (refrão)

    De muito gorda a porca já não anda
    De muito usada a faca já não corta
    Como é difícil, pai, abrir a porta
    Essa palavra presa na garganta
    Esse pileque homérico no mundo
    De que adianta ter boa vontade
    Mesmo calado o peito, resta a cuca
    Dos bêbados do centro da cidade

    (refrão)

    Talvez o mundo não seja pequeno
    Nem seja a vida um fato consumado
    Quero inventar o meu próprio pecado
    Quero morrer do meu próprio veneno
    Quero perder de vez tua cabeça
    Minha cabeça perder teu juízo
    Quero cheirar fumaça de óleo diesel
    Me embriagar até que alguem me esqueça

    August 03

    La Casa

    Vinicius de Moraes / Bardotti / Sérgio Endrigo

    Era uma casa
    Muito engraçada
    Não tinha teto
    Não tinha nada
    Ninguém podia entrar nela, não
    Porque na casa não tinha chão
    Ninguém podia dormir na rede
    Porque na casa não tinha parede
    Ninguém podia fazer pipi
    Porque penico não tinha ali
    Mas era feita com muito esmero
    Na rua dos Bobos
    Número zero

    "Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...". Todo mundo conhece esses versos infantis do Vinícius de Morais. O que quase ninguém conhece é a seqüência original:

    "Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão. Ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede. Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali, mas era feita com pororó, era a casa de Vilaró".

    Vilaró é Carlos Paez Vilaró, amigo pessoal de Vinícius e idealizador do Casapueblo, a casa em Punta Ballena, no Uruguai, onde o poetinha compôs "A casa" para seus netos.

    Quem passa por Punta Ballena, a apenas 15km de Punta Del Este, não consegue deixar de se maravilhar com a enorme construção branca, sem nenhuma linha reta, que se esparrama sobre as pedras à beira-mar.

    Tudo começou em 1958 com uma casinha simples de lata, chamada "La Pionera", que serviria de atelier ao pintor, escultor, arquiteto, cineasta, escritor e ceramista.

    Com o tempo, Vilaró começou a cobrir a casa de lata com cimento e cal, pintando sempre o exterior de branco. A casa/atelier foi crescendo e interagindo com o penhasco rochoso de Punta Ballena.

    Quem a observa, não pode deixar de lembrar de uma mistura de Salvador Dali com Antonio Gaudí. Todo o encanamento do Casapueblo passa pela construção em relevo nas paredes, como se fossem veias de uma enorme estrutura orgânica.

    "Escultura para viver" é como o próprio artista chama a sua obra, que, 30 anos depois, ainda não está concluída. Vilaró, com mais de 80 anos de idade, continua trabalhando na sua escultura, construindo um quarto aqui, uma sala ali...

    O Casapueblo hoje conta com mais de 70 quartos, todos batizados com os nomes dos primeiros hóspedes. Pelé, Toquinho, Vinícius, Robert de Niro, Brigitte Bardot, Omar Sharif, Alain Delon...

    De: http://www.cinderela.com.br/analaura/2005-05-15/vilaro.htm